
No dia 12 de agosto, a Graviola participou de um painel que levou Cultura, Saúde Mental e Educação para o centro do debate no Rio Innovation Week, o maior palco mundial de tecnologia e inovação.
O painel, formado por mim, Giulia Fiorani, Grazi Domingues, Rodrigo Belchior e Silvana Rocco, colocou em evidência a mais bela, ancestral e atual tecnologia viva: o corpo. Trouxemos para a conversa o projeto “Vivências Musicais”, que hoje reúne exclusivamente pessoas com diferentes deficiências, múltiplas, todas fazendo música e se conectando por meio da arte e da cultura. O fio condutor do diálogo foi a certeza de que a cultura é uma poderosa aliada na promoção da saúde mental. Silvana Rocco enriqueceu a discussão ao apresentar seu trabalho com movimento e a pesquisa sobre Lygia Clark junto a crianças autistas.
Uma reflexão profunda surge de um diálogo sensível e necessário, quando educadores, agentes culturais e artistas se reúnem para compartilhar práticas e experiências que ativam o corpo, a escuta e o cuidado. O corpo, aqui, é compreendido como tecnologia de cuidado.
Para mim, que acompanho de perto o projeto Vivências Musicais, é nítido e emocionante perceber o que esses encontros despertam nas pessoas participantes. Não apenas em aspectos físicos ou motores, mas sobretudo na geração de afetos e na construção de comunidade.
Foi uma alegria estar mais uma vez em um evento tão relevante como o Rio Innovation Week, levando um diálogo igualmente potente, com um projeto que a Graviola desenvolve com tanto cuidado e dedicação.


